A greve dos professores e funcionários da rede municipal de ensino de Vázea Grande completa mais três semanas e a prefeita Lucimar Campos (DEM) tem se negado a negociar com a categoria. O Sindicato, diante da intransigência da Prefeita que insiste em afirmar que a greve é ilegal, tenta conseguir audiência de conciliação pela Central de Mediação do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT), tenta audiências com os Vereadores e também com os secretariados da Administração da Prefeita.
Para a direção do SINTEP VG, a gestão municipal não negocia como estratégia para enfraquecer a mobilização da categoria, além de não atender a sua pauta de reivindicação do Sindicato, agora ameaça descontar na próxima folha de pagamento os dias de greve. “Essa atitude antissindical da administração mostra que a prefeita adota métodos antigos que sempre foram usados pela família Campos, há mais de 20 anos, com os servidores públicos”, lembra a secretária geral da subsede do SINTEP VG, Cida Cortez.
Os profissionais da educação: professores e funcionários da rede municipal de ensino de Várzea Grande, através da direção do Sindicato, tem buscado negociar com a administração, e com os vereadores, se colocando todos os dias na porta do gabinete da prefeitura, acompanhando as sessões nas câmaras, que tem se negado a dialogar com a categoria.
“Paciência tem limite”, afirma a presidente em exercício do SINTEP VG, Leiliane Cristina Borges, apontando que a categoria nas greves: de agosto de 2015 e de março de 2016, encerrou o movimento grevista após acordos na justiça que estão sendo sistematicamente descumpridos. “Isso é vergonhosos e desrespeitoso não só com a categoria, mas com o próprio Tribunal Regional do Trabalho, com os membros da comunidade escolar e com toda a população”, frisa a presidente do Sindicato.
“Caso a administração não mude de posição e mantenha a revisão salarial somente para os professores, contrariando os acordos na justiça, a própria lei de carreira e a lei 4.093/15 que foi aprovada com a intermediação dos vereadores , o ano letivo em Várzea Grande corre risco de não se encerrar”, aponta a professora Leiliane.
Para a secretária geral do sintep/vg, Cida Cortez, a prefeita levará a acunha de “Madrasta Má da Educação”. “A prefeita diz à imprensa e à população que está negociando e que a greve é intransigência da direção do Sintep/VG, por interesses políticos. Mas, enquanto isso ameaça os funcionários e professores que estão lutando por seus direitos com corte de ponto”. critica.
A categoria reivindica o atendimento das 3 questões já acordadas desde a greve de agosto de 2015:
- atualização dos salários para todos os profissionais na carreira; revisão do PCCS e revisão do enquadramento, (que vem sendo atendido por ordem judicial e sem critério transparentes);
- atualização imediata dos salários com calendário de pagamento das diferenças.
- E, ainda cobram a revogação da portaria 032/16 que reduziu o quadro de pessoal das unidades escolares e manutenção da Portaria 046/2015.

