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Escolas de educação Especial em VG exigem modificações nas portarias de atribuição de classes e aulas

Com medo de se repetir a destruição de equipes pedagógicas que atuavam juntas por vários  anos, a partir do pior processo de atribuição de aulas implantado em 2015/2016, integrantes de duas escolas de Educação Especial e representantes da direção do Sintep/VG estiveram reunidos com dois representantes da Seduc/MT na tarde de segunda-feira(28/11). A reunião aconteceu na Escola estadual de Educação Especial CHP em Várzea Grande.

O principal problema apontado pelos integrantes das escolas é a avaliação de desempenho profissional a ser aplicada por um organismo da Seduc, portanto, externo à unidade escolar.

Para Maria Aparecida Cortez, Secretária geral do Sintep/VG, a aplicação de avaliação de desempenho não encontra guarida na Constituição Federal, pelo fato da mesma ainda não ter sido regulamentada, portanto, uma arbitrariedade da Seduc/MT

A medida da avaliação de desempenho prevista na portaria de atribuição de aulas da Educação Especial preocupa a direção do Sindicato, porque a Seduc vem desconsiderando um fator fundamental do processo educativo: todo processo avaliativo na educação tem que ser processual, diagnóstico e reparador das deficiências encontradas para que os profissionais da educação possam desenvolver seus trabalhos com tranquilidade e responsabilidade.

Relatos dos profissionais das duas escolas revelam  vários problemas de infraestrutura e de pessoal que aprofunda o quadro das dificuldades vivenciadas pelos mesmos. E, agora, nesse período de atribuição de aulas, a SEDUC vem impondo uma equipe externa para avaliação, sem que os integrantes da equipe avaliadora conhecer a realidade do dia-a-dia que as unidades estão submetidas.

Para Gilmar Soares Ferreira, presidente do Sintep/VG, está em curso no Governo Pedro Taques um ataque à escola pública. “Desde o pior início do ano letivo de Mato Grosso, que foi o deste ano de 2016, o Governo Taques vem deferindo diversos golpes na educação: não construir escolas para repassá-las para as empresas privadas; não fazer concurso para poder economizar folha de pagamento no salário dos contratados; tentar fechar os CEJAS – Centro de Educação de Jovens e Adultos, para voltar a supletivação na EJA, entre outros”, avalia o professor.

O professor Gilmar Soares ainda aponta outros problemas nas escolas de educação especial que estão relacionados à alimentação, formação continuada, transporte e outros foram relatados. Também a retirada da portaria de quesitos como assiduidade e tempo de serviço na unidade escolar são pontos reivindicados para serem novamente contemplados na portaria.

Os representantes da Seduc/MT se comprometeram a apresentar os problemas levantados ao Secretário Marrafon e retornar o mais rápido possível para apresentar os avanços obtidos.

Para a direção do Sindicato, não está descartada uma representação no Ministério Público para denunciar os problemas das escolas públicas de Várzea e a solicitação de audiência com o Secretário de Estado de Educação.

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